Movimento Espírita na Bahia
O Movimento Espírita na Bahia teve início com o "Grupo Familiar do Espiritismo", primeira organização espírita do Brasil, fundada por Luiz Olímpio Teles de Menezes, em Salvador, a 17 de setembro de 1865. Luiz Olímpio também fundou o "Écho D’Além -Túmulo", primeiro jornal espírita do País, em Julho de 1869. Em 28 de outubro de 1873, com os componentes do "Grupo Familiar do Espiritismo", Teles de Menezes fundou a "Associação Espirítica Brasileira", com estatuto aprovado pelo Governo Provincial, e dirigiu a entidade até transferir sua residência para o Rio de Janeiro (fim de 1874 ou início de 1875), onde veio a desencarnar a 16 de março de 1893.
União Espírita Bahiana
Seguindo orientação da Federação Espírita Brasileira, contida no documento "Bases de Organização do Movimento Espírita", aprovado em memorável Encontro Nacional, no Rio de Janeiro, em outubro de 1904, comemorativo do 1º centenário de nascimento de Allan Kardec, José Petitinga, reunido com os dirigentes dos grupos espíritas então existentes em Salvador, fundou, em 25 de dezembro de 1915, a União Espírita Bahiana, transformada na atual Federação Espírita do Estado da Bahia em 11 de fevereiro de 1973.
Com a transferência das atividades administrativas e federativas para a nova sede, localizada na rua Cel. Jaime Rolemberg, 110 - Brotas, em 1992, permaneceram no prédio do Largo do Cruzeiro de São Francisco, 8 (Centro Histórico de Salvador), as atividades doutrinárias, mediúnicas, assistenciais e de divulgação do livro espírita, com o nome de Federação Espírita do Estado da Bahia - Sede Seccional (Casa de Petitinga).
Pacto Áureo
Os presidentes ou representantes de entidades federativas espíritas de vários Estados, participantes da "Grande Conferência Espírita do Rio de Janeiro" (precedida de um Congresso Espírita Pan-Americano), reunidos com o presidente da Federação Espírita Brasileira, Antônio Wantuil de Freitas, em 5 de outubro de 1949, assinaram importante Acordo de Unificação do Movimento Espírita do Brasil, conhecido como Pacto Áureo. O acordo manteve a Federação Espírita Brasileira como entidade federativa nacional única e criou o Conselho Federativo Nacional, constituído do presidente ou representante de cada uma das entidades federativas de âmbito estadual, ficando o Distrito Federal considerado como Estado, com igualdade de condições. Em 1985 o CFN transformou os Conselhos Zonais, criados em 1970, nas atuais Comissões Regionais (Norte, Nordeste, Centro e Sul), com a FEEB integrando a Comissão Regional Nordeste.
União Social Espírita da Bahia - Useb
Para incentivar o cumprimento do acordo de unificação nos estados onde existiam duplicidade de entidades federativas ou divergências a respeito da organização e condução do Movimento Espírita, um grupo de destacadas figuras espíritas do Sul do País: Leopoldo Machado (Rio de Janeiro), Carlos Jordão da Silva e Ary Casadio, (São Paulo), Arthur Lins de Vasconcelos (Paraná) e Francisco Spinelli, (Rio Grande do Sul) – Luiz Burgo Filho (Pernambuco) incorporou-se a partir do Recife – formaram a denominada "Caravana da Fraternidade", que percorreu o Nordeste e Norte, reunindo as lideranças espíritas de cada estado na busca de harmonização e de entendimento. As atividades da caravana tiveram início em Salvador, no dia 31 de outubro de 1950, quando aqui se instalava, no auditório da Associação Comercial da Bahia, a 1ª Confraternização Espírita do Estado. No dia 2 de novembro, as quatro entidades federativas então existentes: União Espírita Bahiana, Confraternização Espírita da Bahia, Instituto Kardecista da Bahia e Sociedade de Difusão Cultural Espírita da Bahia fundaram a União Social Espírita da Bahia (Useb) para coordenar a tarefa de unificação no Estado e representar a Bahia no CFN, junto à FEB. Depois de visitar as capitais brasileiras da Bahia ao Amazonas, a caravana se dissolveu em Belo Horizonte (MG), no dia 13 de dezembro.
Federação Espírita do Estado da Bahia
Não obstante o profícuo trabalho desenvolvido na década de 50, com o início das semanas espíritas, das concentrações de mocidades espíritas (hoje confraternizações de juventudes), da evangelização de infância e juventude e, na década de 60, dos congressos estaduais, a USEB teve dificuldades para sobreviver, retornando a função federativa à União Espírita Bahiana, a partir de 11 de fevereiro de 1973, com o nome de Federação Espírita do Estado da Bahia.
A FEEB cuidou de descentralizar a ação federativa, dividindo o estado em regiões e a capital em distritos onde se instalaram os conselhos regionais e distritais, respectivamente, com vistas à maior integração e participação dos centros espíritas no processo de unificação. A FEEB vem assumindo plenamente o seu papel de representante da Bahia no CFN e na Comissão Regional Nordeste.
Francisco Bispo dos Anjos (conselheiro e ex-presidente da FEEB)